A força do círculo surpreende quem dele participa.
NOSSA MÚSICA COMO CARRO CHEFE
Ele tem o condão de acolher, para fazer uma grande alquimia e permitir que suas integrantes possam alçar voos com segurança e sabedoria... Com efeito, a mesma terapeuta ressalta que o círculo é o mais antigo e sagrado símbolo. Vários mitos da cosmogênese mencionam o útero primordial, o ovo cósmico, o ventre da Terra, a roda sagrada. Shinoda observa que o círculo é um princípio e também uma forma.
Ele age contra a ordem social, a compartimentação superior/inferior, a hierarquia que compara uma mulher às outras. Oriento as mulheres que tem participado dos círculos a visualizarem um fogo sagrado no centro da roda, fixando o olhar neste ponto. Tudo o que precisa ser transmutado deve ser enviado para este fogo sagrado, a fim de que a alquimia aconteça, as chamas do fogo cresçam e emitam energia renovada e de força para as participantes do encontro. Vejo o círculo como um grande caldeirão alquímico, capaz de reunir e reciclar energias, fazendo limpezas e fortalecendo cada integrante.
A conexão com o centro é sentida intuitivamente, de maneira subjetiva. A sensação experimentada por pertencer a um círculo de mulheres é reconfortante, acolhedora e ao mesmo tempo, de muita força. Que o círculo, presente no início da vida na Terra, na natureza e no corpo feminino, possa atuar como instrumento de cura, ajudando a movimentar e a ancorar a energia necessária ao grande salto que se anseia nos novos tempos.
FONTE: DRA. JEAN SHINODA

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