Prezado(a) bloqueiro(a) se você quiser participar em grupo é so comunicar sua participação pelo E-mail: elcely@hotmail.com ou deixando comentário no blog Cheiro de Flor.Coordenadora: Elcely DouradoNota: Deixe seu comentário: é muito importante saber o que você sente
O livro indicado é da Mirela Faur - Danças Circulares Sagradas Contemporâneas
Elcely
DANÇAS
CIRCULARES SAGRADAS
Descrição da Dinâmica
1) Favorecimento do “tempo de chegada” e reconhecimento das partes do
próprio corpo
Através do “faz de
conta” pedir aos participantes que refaçam o processo de despertar:
- Pedir aos
participantes que se deitem e se imaginem dormindo
- Após alguns minutos
pedir-lhes que despertem, como se o relógio houvesse tocado indicando que é
“hora de acordar”
- Pedir aos
participantes que realizem tarefas que lhes são rotineiras ( banhar-se, escovar
os dentes, trocar de roupa, tomar café, ect)
- Representar para si
toda a rotina diária desde o despertar até o sair da residência em direção à
faculdade
Nesta etapa
pretende-se fazer com que os participantes através da manutenção da AVD`s (AVALIAÇÃO
DAS DANÇAS) possam entrar em contato com partes do próprio corpo, observando a
existência concreta de cada uma por intermédio de tarefas que lhes são
conhecidas e vivenciada todos os dias, além de favorecer a representação do
“tempo de chegada”, no despertar para observação do corpo (pelo ato de
tocar-se) e da preparação para sair em direção à faculdade, permitindo desta
forma o envolvimento consigo mesmo.
2) Momento lúdico, o ato de brincar
- Pedir aos
participantes que formem um círculo dando-se as mãos;
- Perguntar se algum
dos participantes se lembra e queira cantar uma música infantil que seja
própria para brincadeira de roda. Exemplos: ciranda –cirandinha; atirei o pau
no gato; pombinha branca; carangueijo peixe é, ect;
- Cantar e brincar de
roda
Nesta etapa
pretende-se permitir o contato com o outro e a possibilidade de uma vivência
criativa, fornecida por relembrar as músicas e suas ações advindas destas,
favorecendo assim o começo de envolvimento e reconhecimento do outro.
3) Ainda permanece como momento lúdico, porém enfocando a participação
individual, expondo a presença de cada participante.
- Ainda em círculo e
com as músicas de roda infantil, introduzir a competição, através de músicas
que favoreçam jogos. Como por exemplo:
- A música do
peixinho: “Se eu fosse um peixinho e soubesse nadar, eu tirava ------- (nome da
pessoa) do fundo do mar”
Gerando a expectativa
de quem cantará a música e quem ficará por último.
- A música do
lencinho: “Lencinho branco caiu no chão, moça bonita do meu coração. Pode
jogar? Pode (coro). Ninguém vai olhar? Não (coro).
Que permite a atenção
constante para não ser surpreendido.
Esta fase é uma
preparação para o ato de dançar, conforme a autora Eliane Dias de Castro refere
em sua tese, pois segundo ela a atividade de dançar necessita de uma maior
contribuição individual e o jogo permite que isso venha a ocorrer.
4) O ato de dançar
- Primeiramente pedir
aos participantes que dancem sozinhos;
- Caso já haja
possibilidade de escolha de música entre os participantes, melhor será
realizada a tarefa, pois serão músicas que significam algo de importante para
os mesmos;
- Caso não seja
possível a escolha no momento, priorizar músicas que permitam o movimento,
possibilitando tanto a movimentação quanto a criação desta
·
Nesta primeira etapa
prioriza-se a percepção do ritmo individual ( de sensações, emoções,
sentimentos de desagrado, de dificuldade de início da criação do movimento),
desta forma o participante poderá vivenciar sua subjetividade e relaciona-la
com o que é objetivo e que lhe é externo, o ambiente.
Na seqüência pedir
aos participantes que dancem em dupla
- Sempre atentar aos
desejos dos participantes na escolha das músicas
- Propiciar o contato
com o outro através dos movimentos de criação da dança.
·
Nesta segunda etapa o
objetivo é o relacionamento com o outro. Observar o que é próprio do indivíduo
e o que faz parte do outro, possibilitando a expressão da linguagem não verbal
oferecida pela música e pela dança, por meio da criação do movimento.
Retorno à percepção das partes do corpo
- Pedir aos
participantes que deitem-se novamente de forma a mantê-los confortáveis;
- Pedir que escutem
os ruídos exteriores (fora da sala), depois voltem sua atenção para os ruídos
ainda externos aos participantes, mas que sejam provenientes da sala;
- Neste momento
iniciar um som de música suave, que propicie uma imagem de descanso ;
- Pedir aos
participantes que aos poucos voltem sua atenção para seu ritmo interno
(respiração, batimento cardíaco, sons individuais)
- Pedir aos participantes
que percebam como está seu corpo, relembrar o que foi realizado durante a
dinâmica;
- Pedir que se
imaginem como no final de um dia produtivo, e que estão indo descansar,
relaxar, dormir;
- Permitir neste
momento que só o som da música seja ouvido, permanecendo assim por alguns
minutos;
- Aos poucos ir
diminuindo o som da música e chamando novamente a atenção dos participantes a
“acordar”, a perceber-se e despertar.
Nesta última
fase, visa o retorno ao ritmo interno e individual de cada participante, além
de tentar propiciar bem-estar e retorno às atividades do cotidiano.
Conclusão
Neste trabalho
pudemos verificar que a dança é uma forma de expressão artística que está
relacionada com a cultura de uma sociedade num determinado momento histórico.
Este contexto gera, certamente, influência sobre a manifestação de gestos e
movimentos livres de cada indivíduo, constituindo uma dança particular repleta
de conteúdos, que podem ou não ser percebidos. Neste sentido, o corpo é um meio
por onde emoções afloram e estímulos são captados.
A experimentação de
diversas formas de dança e de dançar pode proporcionar, a nós alunos, a
oportunidade de perceber as manifestações de nossas emoções além de nos
permitir refletir a respeito do potencial terapêutico da dança.
Por fim, a dança é
uma forma de emancipação para as pessoas quando tratada metodologicamente como
fonte de conhecimento. Portanto a relação terapêutica é aquela que reconhece
que ao paciente cabe o desejo de cuidar-se. O terapeuta é um instrumento para
auxiliar a pessoa a compreender-se como agente de sua própria vida.
- 6.Referências Bibliográficas
- - RAMOS, Renata C. L. Danças Circulares Sagradas: uma proposta de educação e cura. São Paulo, Triom,1998.

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