"Os poetas não tem o direito de pintar o amor como cego: sua venda tem de ser removida para que ele possa usar os olhos".
(Pascal, citado por José Ortega Y Gasset em On Love) Apaixonado
O coração faminto
O coração é um caçador solitário
(Carson McCullers)
Tornar-se obsessivo com uma pessoa ou um relacionamento, e chamar essa obsessão de amor, é um fenômeno que está finalmente sendo reconhecido como um problema sério que se espalhou mundialmente.
Uma vez que o cupido tenha atingido seu coração, aquele que está prestes a se tornar um dependente se torna excessivamente preocupado com o objeto de seu amor.
Todos os outros aspectos de sua vida se tornam menos importantes do que esse novo amor, e horas sem fim são gastas em fantasiar sobre como esse relacionamento irá evoluir.
Claro que, até certo ponto, todos nós passamos por essa fase quando nos apaixonamos, mas, com o dependente, não há freios nem bom senso.
Qualquer comportamento responsável desaparece e todas as outras coisas ficam em segundo lugar.
Mesmo que o amor romântico esteja desabrochando, não é saudável virar sua vida de cabeça para baixo e se tornar um escravo de seus sentimentos.
Quando chega nesse ponto, os dependentes de amor irão projetar no ser amado todos os seus sonhos de felicidade eterna mediante os efeitos do amor romântico.
Os detalhes e as particularidades irão variar em cada relacionamento, mas o objetivo permanece o mesmo: segurar, a qualquer custo, essa pessoa, esse relacionamento, esse sonho.
Fonte: Amar demais (quando o amor e os relacionamentos afetam nossa vida) ___ Susan T. Peabody.
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