MEU PERFIL

OLÁ
Sou uma blogueira como você,
imagino que sim e por causa disso,
adoro ler o perfil dos autores dos
blogues que visito, pois gosto de
saber o tipo de pessoa que está
por trás da tela do computador.
Acho que é natural essa curiosidade.
Por esta razão criei essa página onde
eu vou falar um pouco sobre mim,
vamos lá:

Nome: Elcely
Sexo: Feminino
Idade:cinquenta e poucos...
Estado Civil: divorciadíssima!
Mãe de três filhos e avó de 4 netos.
Moro em Goiânia - Goiás - Brasil

Quem sou eu:
Sou uma leonina com ascendente em sagitário...
Sou formada em pedagogia e pós graduada em
psicopedagogia clínica. Sou uma mulher simples,
que trabalha , estuda, cuida da casa e da família...
que tem seus problemas como todo mundo..
mas procuro me dar bem com tudo e com todos,
para que possa ter paz e viver num mundo melhor.

Interesses:
Consciência corporal (dança), no contexto educacional
Autoconhecimento, textos de auto-ajuda,
mensagens, tarô, Florais do cerrado e outros,
reiki, feng shui, etc.

Estilo musical:
Gosto de música que faz bem aos ouvidos, sem rótulos.
Especialmente - Ernesto Coltazar

Livros:
Machado de Assis, Erico Veríssimo ,Isabel Allende, Joseph Murphy,
Louise Hay, Osho, Augusto Cury, Lauro Trevisan,


sábado, 29 de setembro de 2012

A VERSÃO DO MITO QUE INCENTIVOU A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER



Este mito, considerado o relato da Criação do mundo na  mitologia  babilônica,
descreve  na  realidade  a matança de Tiamat - a Criadora primordial da religião
suméria,  Senhora  do  Oceano  da  Vida  -  pelo  seu descendente.
Marduk  usurpou  o  lugar  e  poder  de Tiamat e, do seu corpo retalhado, criou a
Terra, o céu, as  estrelas  e  planetas  e  os  seres  humanos  para servirem aos deuses.
Para justificar o crime, a Deusa Criadora é acusada de ter gerado monstros malignos –
serpentes venenosas e dragões destruidores – para se defender dos planos de Marduk.
O contador do mito implora aos ouvintes para concordar com o crime e descreve  com
detalhes  o  esfacelamento  do  ventre grávido da Deusa, pisoteado por Marduk depois de tê-
lo esfaqueado. Dessa forma, ao celebrar “a matança da Deusa”, incentiva-se a violência contra
mulheres, tanto  nas  guerras,  como  nos  lares  em  casos  de subordinação e a necessária e
recomendada punição.
O texto  de  Enuma  Elish  usa  diferentes  argumentos para desacreditar a Deusa, que  são
também usados em outros mitos adaptados por escritores motivados por  crenças  patriarcais.
Primeiro  contestam-se  os atributos de Tiamat como  Deusa  Criadora,
regente do nascimento, morte e regeneração, acusando-a de gerar monstros; segundo,
glorifica-se o herói que a mata e terceiro é enaltecido o ato de profanação  do  ventre
m a t e r n o, a n t e r i o r m e n t e reverenciado como Fonte da Vida. Esse mito era encenado
a n u a l m e n t e n a s c e l e b r a ç õ e s babilônicas  de  Ano  Novo,  o  festival  de  Akitu,
para reforçar  seu  significado  ultrajante.  O  mistério  da  deusa-dragão e do seu valente
oponente coloca em realce a vitória da  consciência heroica representada por Marduk,
em  oposição  à  visão  cíclica  do mundo centrado  em  valores  comunitários,  onde  o
coletivo prevalece sobre o individualismo.
Marduk é o primeiro matador de dragões da história, o dragão sendo considerado a representação
da energia telúrica  e  as  próprias  linhas  de  força  da  terra, chamadas pelos chineses de “veias do dragão”. Com a aceitação  e  perpetuação  do  mito  de  Marduk,  uma nova ordem de criação
foi iniciada, em que o feminino simbolizado  pela  Deusa  se  torna  sinônimo  com  a
natureza,  com  características  selvagens,  escuras, misteriosas,  caóticas  e  perigosas.
Marduk  passa  a representar a hierarquia de novas divindades masculinas,  cuja  lei  era
conquistar  e  dominar  a natureza, visão que afeta nossa  sociedade até hoje, enfatizando a
separação entre espírito e matéria. O mito  de  criação  babilônio  influenciou  as  religiões
patriarcais  que  inverteram  os  valores  antigos,  os deuses originais sendo declarados demônios
e a nova ordem exaltada até a  supremacia. Esta herança, até hoje  existente  na  teologia
judaico-cristã,  enfatiza  a oposição entre espírito e matéria, masculino e feminino e adota a dualidade como lei imutável.  
   

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