Objetivamente, a vida é uma dança porque tudo o que acontece na natureza é através do movimento, do ritmo, da contínua transformação num eterno fluir.
Subjetivamente, a dança é fonte de vitalidade. Vitalidade é energia, força, movimento, expressividade, capacidade criativa, consciência.
Precisamos aprender a dançar-viver em harmonia com essa vida-dança cósmica.
Através da dança espontânea se propõe uma forma, um caminho para a pessoa lidar com seu próprio corpo, com seu próprio ritmo, com suas emoções e expressividade. Diversas técnicas se integram para propiciar o desenvolvimento da auto-percepção, da consciência corporal e da sua manifestação expressiva, num processo de envolvimento da pessoa consigo mesma, com o outro e com o que a cerca, através da dança.
Partimos da linguagem corporal subjetiva, que pode tornar-se objetiva, consciente, à medida que a pessoa vai se aprofundando neste processo, buscando o que ela tem dentro de si. Partimos de uma concepção integrada do homem, na qual corpo, mente, sentimentos, gestos, e posturas constituem diferentes aspectos interdependentes de uma mesma individualidade.
Somente a partir desta noção, a do homem como um ser integral, dentro de uma concepção holística da realidade, da interdependência entre todos os fenômenos, é que podemos compreender a importância destas novas propostas que levam ao caminho do autoconhecimento e trazem grande contribuição para o campo da terapêutica humana.
O significado desta busca, dessa crescente difusão de novas técnicas de abordagem dos problemas de saúde, de desequilíbrios psico-fisiológicos, desajustes emocionais, stress, etc. todas elas valorizando o trabalho com o corpo, é muito maior do que pode parecer à primeira vista. Principalmente porque logo vem o temor pelo embuste, pelo charlatanismo, em conseqüência da vulgarização a que estão sujeitas quando são tratadas superficialmente.
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