MEU PERFIL

OLÁ
Sou uma blogueira como você,
imagino que sim e por causa disso,
adoro ler o perfil dos autores dos
blogues que visito, pois gosto de
saber o tipo de pessoa que está
por trás da tela do computador.
Acho que é natural essa curiosidade.
Por esta razão criei essa página onde
eu vou falar um pouco sobre mim,
vamos lá:

Nome: Elcely
Sexo: Feminino
Idade:cinquenta e poucos...
Estado Civil: divorciadíssima!
Mãe de três filhos e avó de 4 netos.
Moro em Goiânia - Goiás - Brasil

Quem sou eu:
Sou uma leonina com ascendente em sagitário...
Sou formada em pedagogia e pós graduada em
psicopedagogia clínica. Sou uma mulher simples,
que trabalha , estuda, cuida da casa e da família...
que tem seus problemas como todo mundo..
mas procuro me dar bem com tudo e com todos,
para que possa ter paz e viver num mundo melhor.

Interesses:
Consciência corporal (dança), no contexto educacional
Autoconhecimento, textos de auto-ajuda,
mensagens, tarô, Florais do cerrado e outros,
reiki, feng shui, etc.

Estilo musical:
Gosto de música que faz bem aos ouvidos, sem rótulos.
Especialmente - Ernesto Coltazar

Livros:
Machado de Assis, Erico Veríssimo ,Isabel Allende, Joseph Murphy,
Louise Hay, Osho, Augusto Cury, Lauro Trevisan,


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

AS DANÇAS CIRCULARES E SEUS PROCESSOS

Uma característica que contribui para a abertura e criação deste espaço é que para participar destas danças não é necessário ter experiência anterior. Como os passos são ensinados na hora, quem não conhece a dança tem a possibilidadede aprender e se inserir, o grupo todo aprende junto. Não existe uma preocupação com o erro e o acerto, não é importante saber os passos já nas primeiras vezes, mas assim se sentir a vontade no grupo, colaborando deste modo para desfazer uma rigidez de postura e auto-cobrança, proporcionando que as pessoas aprendam deixando-se levar pelo fluxo da roda. Aos poucos, com a prática, as danças vão sendo assimiladas e aprimoradas, desenvolvendo assim cada vez mais a qualidadede presença, pois como nos coloca Fabre (2010, p. 30):




Para os antigos povos estas praticas de vida social e em comum já eram
algo cotidiano e absorvido. Mas para os que dançam hoje em dia, dançar de mãos dadas, lado a lado, entrar num mesmo ritmo, sem passar a frente do outro,  buscar uma sintonia de passos, gestos e desligar do turbilhão do mundo não é tão fácil quanto parece e é sempre necessário um tempo de assimilação e ajuste.
Barton (2006, p. 53) expõe um pouco da sua experiência nos grupos:
Eu cuido para que a maioria do grupo aprenda os passos antes de eu tocar
a música. Isto exige algum malabarismo para ajudar os mais lentos e não
deixar os mais rápidos se entediarem. Portanto, posicionar-se ao lado de
alguém que precisa de ajuda e sugerir que outro aprendiz lento observe o
dançarino (dizer o nome) que pegou os passos, invariavelmente faz com
que a pessoa que você chamou conscientemente ajude o outro e, portanto,
20 não se entedie. Tendo aprendido os passos na velocidade real da música,
lá vamos nós. 
Andar em um sentido e depois invertê-lo, girar para um lado, depois para o
outro, balançar o corpo com a troca de peso. Cruzar uma perna a frente da outra, abrir e depois cruzar atrás ou mesmo fazer um passo-junta-passo, sinapses demais para quem não está habituado, chegando a ponto de extrapolar e criar dificuldade mesmo numa simples caminhada, mas que transposta à  categoria de dança vira algo mirabolante.
Tudo o que foi dito antes do parágrafo anterior, não deve se desfazer ao lêlo,
pois todo bailarino circular teve seu primeiro dia na roda e tudo é uma questão de tempo, dedicação, ensino e aprendizagem.

Considerando-se dançar em grupo, o grupo que se forma nunca é o mesmo,
os indivíduos podem ter mudanças de humor, sentirem-se mais leves, pesados,
dispostos ou não, dependendo também de quem está ao nosso lado na roda, podem ser pessoas que já estão dançando há mais tempo o que auxilia, ou podem ser pessoas novas que precisam apoio.
Cada grupo que se forma é um, o que não necessariamente modifica a
dança, mas pode modificar a sensação dela. Ao aprender a coreografia,
aprendemos através da nossa capacidade de codificar, mas quando vamos executar normalmente estamos em grupo, e isto acaba tendo uma grande influência na maneira como a dança resulta.

Com a finalidade de acessar a todos, o focalizador há seu tempo, demonstra
passos e gestos, utiliza dicas, imagens; é feito também um pequeno ensaio, ouvimos a música, mas no momento em que a dança inicia e a roda se movimenta, é o instante aonde cada um como uma partícula no todo, vai se ajustar ao ritmo e
sintonizar, uma reação em cadeia, até que todo o círculo pulse na mesma cadência.
Mais uma vez a metáfora do caminho, partimos no círculo e vamos nos
transformando através da experiência. 

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