Foi poético, uma leveza do todo meu ser, romântico, um sonho o primeiro contato com as Danças Circulares Sagradas.
Eu estava sozinha com minha neta Paola, e sempre coloco filminhos pra ela assistir, dai logo ela cansou e falou: "vovó, vamos dançar" ?.
Na hora eu coloquei músicas de Erneto Coltazar que particularmente adoro.
E coloquei essa música acima com o clip de uma praia.
Eu a peguei pelas mãos e fomos rodando, rodando e ela rindo...
Peguei em suas maõzinhas e senti uma compaixão enorme, me veio as lágrimas e chorei muito. Experimentei a expansão de todo meu amor por ela...e logo experimentamos a grande união kármica que existe entre nós duas.
Ela girava, girava e ria muito. Com os pés em ponta, os bracinhos levantados acima da cabeça, parecia que ja havia sido uma bailarina, um dia, quem sabe?
Paola é neta legítima de meu primeiro marido que faleceu à mais de 35 anos.
Durante uma hora, experimentei pela primeira vez a Dança Circular Sagrada, que eu já tinha ouvido falar muitas vezes. Foi só quando dei o primeiro passo ao som de uma música clássica que me abraçou no mais fundo da alma, em segundos pude sentir o poder dessa proposta.
Deixei-me levar pelo tênue fio de música que me conduzia, sentindo a ancestralidade à flor da pele, me conectando com todas as cores, raças, tempos e espaços, acessando outros níveis de consciência e percepção.
Eu concluo o seguinte:
Pode ser que nem todos tenham se encantado como eu.
Pode ser que esta experiência não seja percebida em sua rara beleza, já que as nossas portas de proteção nem sempre sabem quando precisam baixar a guarda. Estamos tão acostumados a morar na segurança do nosso quarto fechado, que por vezes nem reparamos quando trombamos com um pássaro voando em liberdade.
Por hábito ou medo, preferimos ignorá-lo ou aprisioná-lo, em vez de voar livremente ao seu lado.
Foi assim que me aconteceu.
Eu sou Elcely



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