O Círculo: o centro
Representa a lei da conexão das coisas, a unidade do universo, isso é
reproduzido na Dança através de todas as mãos dadas na roda.
A Espiral: o movimento
Outra lei representada é a do próprio movimento, do devir, da mutação,
simbolizada pelo andar em círculo. Cada tradição tem um jeito preferencial de
fazer o círculo rodar. O movimento simboliza o movimento do tempo, dando a
sensação de passado, presente e futuro, mas que em verdade são um “continuum”
inseparável.
O Círculo como um ponto: o fogo
O centro do círculo é a manifestação. É a criação. Neste centro pode
estar, por exemplo, uma vela. A vela tem a função psicológica de ser um
catalisador da atenção, ao mesmo tempo que simboliza a luz da consciência, a
luz menor que está dentro do homem, a sabedoria que está envolvida na busca da
harmonização com os ritmos cósmicos.
Mãos e Energia
A beleza do simbolismo da roda pode ser vista também no modo como se unem
as mãos dos participantes . Existe um aspecto prático nisso, no que diz
respeito á energia que circula o corpo. As mãos devem ser dadas no mesmo
sentido, de modo que uma mão fique voltada para cima e a outra para baixo,
assim a energia circula no mesmo sentido.
Braços e Corpo
Os braços podem “criar” várias coreografias nas danças e o mesmo
acontece com o corpo. A forma mais simples é o posicionamento dos braços soltos
e as mãos dadas: evoca o Movimento, o Progresso, a Renovação, o desejo de fazer
o melhor, de partilhar o poder que se recebe da luz e doar para a terra, para
os homens e para a humanidade. As mãos voltadas para a terra são um claro
indicador desta aspiração.
Quando as mãos e os braços se erguem para o alto, representa a Força, o
Portal, o louvor às Forças Superiores, o desejo de Mudança, a passagem, a
verdadeira iniciação que se processa secretamente o cerne de cada um. É a busca
da energia do céu aquela que modifica nossas vidas.
Ao trazer os braços à altura dos ombros, é uma advertência para que se
tome consciência dos atos e das responsabilidades. Lembra a dimensão humana,
que fica entre o céu e a terra. É uma dimensão de agradecimento por poder
intermediar essas duas energias.
A trama de entrelaçar os braços é o aprofundamento das relações entre os
homens, que irá revelar sua verdadeira natureza: a conexão com tudo que o
cerca.


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