MEU PERFIL

OLÁ
Sou uma blogueira como você,
imagino que sim e por causa disso,
adoro ler o perfil dos autores dos
blogues que visito, pois gosto de
saber o tipo de pessoa que está
por trás da tela do computador.
Acho que é natural essa curiosidade.
Por esta razão criei essa página onde
eu vou falar um pouco sobre mim,
vamos lá:

Nome: Elcely
Sexo: Feminino
Idade:cinquenta e poucos...
Estado Civil: divorciadíssima!
Mãe de três filhos e avó de 4 netos.
Moro em Goiânia - Goiás - Brasil

Quem sou eu:
Sou uma leonina com ascendente em sagitário...
Sou formada em pedagogia e pós graduada em
psicopedagogia clínica. Sou uma mulher simples,
que trabalha , estuda, cuida da casa e da família...
que tem seus problemas como todo mundo..
mas procuro me dar bem com tudo e com todos,
para que possa ter paz e viver num mundo melhor.

Interesses:
Consciência corporal (dança), no contexto educacional
Autoconhecimento, textos de auto-ajuda,
mensagens, tarô, Florais do cerrado e outros,
reiki, feng shui, etc.

Estilo musical:
Gosto de música que faz bem aos ouvidos, sem rótulos.
Especialmente - Ernesto Coltazar

Livros:
Machado de Assis, Erico Veríssimo ,Isabel Allende, Joseph Murphy,
Louise Hay, Osho, Augusto Cury, Lauro Trevisan,


sexta-feira, 22 de junho de 2012

NAQUELA RUA

AVENIDA RUI BARBOSA, Nº 500

As recordações são muitas...
E naquela rua tudo acontecia...
Vizinhos com muitos filhos e além de que surgiam  amigos dos amigos daquela rua,
E quantas recordações.
Entre quintal e mangueiras e na sombra, jogo de futebol na rua sem asfalto, somente areia de praia, brincadeiras de pique-pega ou qualquer ciranda de rodas entre as crianças menores.


Pintei esta tela,  envolvidas em lembranças envolvidas nas fumaças da saudade.

Todos os anos essas mangueiras davam frutos saborosos, sendo aguardados pelos pobres feirantes que as vendiam por preços baratos para os que não tinham as mangas que poderiam ser gratuitas. Para nós que morávamos embaixo delas, era  esperar um pé de vento e logo degustávamos maravilhosas e maduras mangas.
Ao lado de nossa casa, moravam duas senhoras ja com idade bem avançadas e que lavavam roupas para pessoas da cidade.
E nesse quintal havia uma goiabeira que davam galhos pro nosso quintal e naturalmente nos ofereciam goiabas deliciosas que as roubávamos sem as vizinhas tomarem conhecimento.
Jamais senti o gosto de igual goiaba. Tenho a impressão que o pé de goiaba ficava justamente onde escorria água em que lavavam as roupas.


Galinhas, galos, patos, perus, jabutis, faziam parte do cenário de nosso quintal e para completar cada animal desse tinha um nome pessoal e jamais poderia servir de alimento, porque nenhum de nós permitíamos e faziam parte da família.

Acordávamos muito cedo, com raiar do dia e o canto dos galos.  Lá íamos nós, um a um perturbar a ordem da casa. Meu mundo tinha a doçura da paz.
E a saudade me acompanha e me satisfaz porque vem ao meu encontro no coração saudoso, essas doces lembranças.
E a triste certeza que esse tempo não volta, nunca mais.

Nota: Esse é um relado da avenida Rui Barbosa, em Santarém-Pá. Nos anos entre 1962 aos dias que hoje não lembram mais essa época.
Homenagem às vizinhas:
Dona Gracil e familia;
Dona Dora e familia;
Dona Francisca Lima e familia;
Dona Lucimar e familia;
Dr. Gerson, Dona Leia e familia
E afinal, Sr. Phebus Dourado, Dona Helcy e familia.

Eu sou Elcely, a primogênita desta família...




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