Dança e Expressão Corporal
A dança é uma arte que reúne características fundamentais para a
realização do humano em cada indivíduo, ou seja, dá origem ao conhecimento do
corpo, da relação psique-corpo e ao conhecimento de si.
A dança atua no corpo anatômico, no corpo social e no corpo psíquico do
homem. A gestualidade, a movimentação, a criatividade e a expressão, são partes
de sua estrutura.
Com a convicção de cada pessoa é um dançarino em potencial, a dança vem
com o objetivo de ajudar o homem moderno a encontrar uma relação corporal com
uma totalidade da própria existência.
Neste sentido, o uso de repetição é normal. Os movimentos devem incluir
todo o corpo, ambos os braços e as pernas e não se deve exigir precisão para
não impor restrições à individualidade. A aprendizagem da dança desde suas
primeiras etapas, tem como principal interesse ensinar formas de viver,
mover-se e expressar-se no ambiente que rege a vida.
Laban (1971), em sua Teoria do Movimento apresenta uma concepção de
dança baseada na linguagem do movimento, definida como um sistema de expressão
não-verbal, advindo em respostas a estímulos internos ou externos, para
exprimir idéias, sentimentos para satisfazer necessidades físicas ou pelo puro
prazer de movimentar-se.
A atividade criadora apresenta na opinião de Laban (1990) um efeito
benéfico sobre a personalidade,é um meio pelo qual se fomenta a expressão
artística de maneira criativa e apropriada para o desenvolvimento das pessoas.
Seu método consiste em elaborar formas universais básicas de movimento, sua
assimilação e reflexos subjetivos, não fundamentando-se na concepção de
apresentação externa.
Para Naísa de França, bailarina, professora de Expressão Corporal e Arte
do Movimento, a dança vem para aproximar a pessoa de seu corpo e para
desbloquear os canais expressivos. Percebendo pulsações, ritmos, desejos e
necessidades dá-se o movimento ao corpo com a força, energia , angústia,
alegria, sono ou dor daquele momento.
Ou seja, experenciar a atenção aos mais variados estados existenciais,
descobrir diferentes sensações tentando perceber o dinamismo interno presente
no corpo relacionados às diferentes experiências da vida. Há, então, o
reconhecimento do vivido que algumas vezes permite o surgimento de
danças espontâneas.
A criatividade é estimulada no sentido de que todos possam ir criando e
improvisando os próprios movimentos, suas próprias coreografias, descobrindo
novos movimentos, outras possibilidades de aberturas das articulações do corpo,
outros ritmos.
A dança fluindo de dentro, fortalecendo e estimulando a criatividade, o
desenvolvimento da auto-imagem e da auto-confiança.
À medida que conhecemos os conteúdos presentes no corpo, podemos
redimensionar atitudes, reconhecer necessidades, explorar novas percepções e
transformar a qualidade da própria vida e, quando integrada ao cotidiano da
pessoa, fornece novos níveis de sensibilidade, percepção e consciência.
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