As Danças Circulares
As Danças circulares representam uma retomada de antigas formas de
expressão de diferentes povos e culturas, acrescidas de novas criações,
coreografias, ritmos e significações próprias do homem inserido na realidade
atual.
Os diversos ritmos e passos experimentados possibilitam uma ampliação no
repertório de cada participante. Compartilhando-os com o grupo, cria-se uma
linguagem particular que se estabelece com a dança e que vai sendo decifrada e
assimilada por cada indivíduo à sua maneira.
Ao dançar em roda, o indivíduo coloca-se em contato com o seu corpo em
movimento, com o seu ser em expressão e com o grupo, estabelecendo e
transformando suas relações sociais. É um instrumento para a ampliação da
consciência individual e grupal.
A formação circular presente nestas danças expressa um significado
importante, pois o círculo – como um dos símbolos mais poderosos e uma das
grandes imagens primordiais da Humanidade – representa a totalidade completa,
que no Tempo, quer no Espaço.
Em suas obras, C.G. Jung refere-se às “mandalas”- palavra sânscrita que
significa círculo – como símbolo do “si mesmo”, a totalidade da personalidade.
Para ele, a meta do desenvolvimento psíquico é o “si mesmo”, e a aproximação em
direção à ela não é linear, mas circular. Apresentada desta forma, a mandala
simboliza também a individualização, pois torna-se a expressão do caminho que
conduz ao centro.
Em estrutura circular, todos os pontos giram em torno de um centro, e
estão à mesma distância dele, fato que confere a este símbolo qualidade de
igualdade e de unidade.Da mesma forma, dançar em círculo nivela todos os
indivíduos, eliminando a hierarquia e permitindo que, através do olhar, todos
se reconheçam como participantes igualmente valiosos nesta configuração.

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