DANÇA CONTEMPORÂNEA
A dança contemporânea não impõe modelos rígidos; os corpos dos artistas não têm
um padrão preestabelecido, bem com os tipos físicos. São gordos, magros, altos, baixos
e de diferentes etnias. A maioria desses trabalhos incorpora novos movimentos e
não mais os movimentos convencionais do balé ou das técnicas de dança moderna.
Na segunda metade do século XX, a dança contemporânea ganhou estabilidade
não só nos países de nascimento da dança moderna, como os Estados Unidos e a
Alemanha, mas também na França, na Inglaterra e no Brasil.
Surge um novo estilo, fora dos parâmetros antigos nos quais acontecimentos se
sucedem linearmente. Agora, a narrativa é fragmentada. O público é convidado a
colocar os “pedaços” juntos e extrair um significado para o trabalho de dança apresentado,
tecer variados caminhos na construção de sentidos por meio da fruição dos
espetáculos.
Década de 1960
As idéias de Cunningham e de Cage exercem grande influência na revolução que
ocorreu nas artes em geral em Nova Iorque e principalmente na dança, com o grupo
do Judson Dance Theater.
Esse grupo abrigava coreógrafos alegres, irreverentes e idealistas, que procuravam
entender a essência da dança em uma época de grandes mudanças no clima
social e político.
Seus participantes, considerados como a primeira onda de pós-modernistas na
dança, são Yvonne Rainer, que defende as ações cotidianas transformadas em dan-
ça; Trisha Brown, que trabalha com os problemas de acumulação de movimentos;
Steve Paxton, que explora contato e improvisação; David Gordon, que joga com
a teatralidade; Simone Forti, que toma como base os movimentos dos animais, e
vários outros. Essas novas transformações não estavam limitadas à dança, mas se
espalharam também para a música, a pintura e a poesia.
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