Integração Holística
Para se falar em integração holística, é necessário falar primeiramente
sobre a constituição do ser humano. Este se manifesta em três esferas de
atuação intercomunicantes, a saber:
- Espiritual
- Psicológica
- Física
Nestas esferas que se entrelaçam, pode-se encontrar dois centros que
constituem o núcleo dual do ser humano:
- Eu Interior
- Eu Exterior
O Eu Interior que se encontra centrado na esfera Espiritual, é o responsável
pelas características mais permanentes na entidade humana. É a
auto-atualização, ou seja, a necessidade de tornar “atos” as “potencialidades”.
É o núcleo mais elevado que guarda conexão com a Mente Cósmica, o
“Divino” que existe dentro de cada indivíduo. É através deste núcleo, que
também pode ser denominado o “Self”.
O Eu Exterior, ou “Ego”, é a conexão com o mundo objetivo. Este centro
responde pelo controle perceptivo e pelas funções racionais. É através do Eu
Exterior que se estabelece as relações sociais no mundo exterior.
Em termos físico: o Eu Exterior está para o hemisfério cerebral
esquerdo, e o Eu Interior está para o hemisfério cerebral direito.
A meta da entidade humana é a integração desses dois centros, a
auto-realização, a busca daquilo que pode ser denominado de Consciência
Cósmica.
Essa visão de homem era interpretada ha alguns anos atrás como
“romântica, filosófica, mística”. O consciente poderia até ser aceito, mas a
parte espiritual não. Hoje, porém a Ciência começa a reconhecer de maneira
concreta essa visão.
Ao longo da história, o homem passou de ser completamente intuitivo a um
ser completamente racional, hoje se assume como buscador do equilíbrio entre
esses dois “polos” de sua natureza. Em seu processo de desenvolvimento, o homem
ficou tão encantado com seus próprios atributos, que acabou vivendo extremos
que hoje busca compensar.
Apesar de buscar esse equilíbrio, a sociedade urbana guarda muito de uma
dicotomia que surgiu ao longo dessa evolução, representada principalmente pela
visão científica newton/cartesiana, que separou mente e corpo, e fez o homem
tratar seu ambiente de maneira compartimentada e mecânica. Em
conseqüência, hoje o homem vive dentro de uma suposta racionalidade, numa
cultura que desrespeita O Ser Humano e a própria Natureza, impondo-lhe ritmos
artificiais com os quais se vêm obrigados a conviver.
Hoje, portanto, faz-se urgente revisar valores e rever posições. Devido
à muitos estudos, especialmente física quântica, cada vez mais a Saúde/Educação
se inclinam para a visão do todo, e para o papel ativo que o homem tem na cura
de seus males.
É neste contexto que a Dança Sagrada se integra como uma técnica de
meditação ativa e, portanto, de integração holística.
Referências Bibliográficas
- CASTRO, Eliane D. A apropriação de si mesmo através da
dança. São Paulo,1992, Dissertação (Mestrado), ECA/USP.
- RAMOS, Renata C. L. Danças Circulares Sagradas: uma
proposta de educação e cura. São Paulo, Triom,1998.
-http//holos.com.br/artigos/dançascirculares.html
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